Despejando palavras em determinadas situações o mundo me corrói menos.
Escrevendo, esqueço um pouco a aspereza do cotidiano sufocante, isso deturpa um pouco menos minha visão e consigo apenas respirar um pouco mais sossegado.
Ainda há esperança, o sol ainda brilha nos cotidianos ásperos e indeléveis que por vezes nos são mostrados.
Ontem foi um, mas ele será apenas indelével no dia de ontem, se possível, hoje não mais.
Ainda quero poder ter o sabor e o prazer de poder beber minhas lágrimas salgadas, sentir o meu gosto e não o gosto da tristeza. Tristeza não se resume em lágrimas, se fosse isso seria muito bom.
Também não quero saber da tristeza, ela é persistente, sempre nos provoca e seduz.Por vezes é melancólica e até serena, delicada.
Em outras é uma tempestade violenta e, e, e, ..., não quero falar disso,não sei escrever sobre isto, quando se sente algo como o que nós todos às vezes sentimos é suficiente.
Não vou escrever sobre isso nem usar adjetivos para definir isto, sabemos como é.
Como disse no começo apenas escrevo pare despejar um pouco daquilo que estou sentindo, aliviar a alma faz sorrir o coração.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Ainda sobre o silêncio....
Ainda sobre o silêncio, um post que está lá em baixo mas na verdade foi a última coisa publicada.
Lendo Agualusa me apareceu este texto que segue:
O silêncio dos jogadores de xadrez
01. O silêncio que precede as emboscadas;
02. O silêncio da instante do pênalti;
03. O silêncio de uma marcha funebre;
04. O silêncio dos girassóis;
05. O silêncio de Deus depois dos massacres;
06. O silêncio de uma baleia agonizando na praia;
07. O silêncio das manhãs de domingo numa pequena aldeia no intrerior do Alentejo;
08. O silêncio da picareta que matou Trotsky;
09. O silêncio das noivas antes do sim;
Agualusa, José Eduardo
As mulheres de meu pai
Ed Língua Geral 2007
(coleção ponta de lança)
Pois bem a intenção deste post é continuar o texto do nosso amigo angoloano, isso mesmo vamos nos apropriar dele e continuar, deixe seu comentário, continue o texto você também.
10. O silêncio dos interiores das igrejas nos dias de semana;
11. O silêncio da espera;
Lendo Agualusa me apareceu este texto que segue:
O silêncio dos jogadores de xadrez
01. O silêncio que precede as emboscadas;
02. O silêncio da instante do pênalti;
03. O silêncio de uma marcha funebre;
04. O silêncio dos girassóis;
05. O silêncio de Deus depois dos massacres;
06. O silêncio de uma baleia agonizando na praia;
07. O silêncio das manhãs de domingo numa pequena aldeia no intrerior do Alentejo;
08. O silêncio da picareta que matou Trotsky;
09. O silêncio das noivas antes do sim;
Agualusa, José Eduardo
As mulheres de meu pai
Ed Língua Geral 2007
(coleção ponta de lança)
Pois bem a intenção deste post é continuar o texto do nosso amigo angoloano, isso mesmo vamos nos apropriar dele e continuar, deixe seu comentário, continue o texto você também.
10. O silêncio dos interiores das igrejas nos dias de semana;
11. O silêncio da espera;
quarta-feira, 25 de março de 2009
sexta-feira, 20 de março de 2009
Umbigo do universo
Na roda gigante da vida,
vou ao contrário
Corrente em elos,
Paralelos,
"greenwiches",
meridianos
Tique-taques
em sentidos anti - horário
Sempre ao avesso,
Travessos palhaços,
paralelepípedos,
Esquadrilham imagens
Em métricas desordenadas
Pierrot´s sem maquiagem
Pessoas;
Os caracóis de egoísmo,
Giram o tempo todo.
Em torno de sí mesmas.
vou ao contrário
Corrente em elos,
Paralelos,
"greenwiches",
meridianos
Tique-taques
em sentidos anti - horário
Sempre ao avesso,
Travessos palhaços,
paralelepípedos,
Esquadrilham imagens
Em métricas desordenadas
Pierrot´s sem maquiagem
Pessoas;
Os caracóis de egoísmo,
Giram o tempo todo.
Em torno de sí mesmas.
quinta-feira, 19 de março de 2009
domingo, 15 de março de 2009
De volta, estou conectado novamente!!!!!

É tarde pra cacete, os ossos estão moídos, mas estou de volta e queria escrever de novo. Estou com um equipamento "upgradado"(neologismo puro rsrsrsrs).
Meu último computador faleceu e junto com ele levou alguns anos da minha vida ligados ao linux,não tive reclamações deste, quer dizer daquele cara, aliás nunca deu pau, na única vez que deu morreu.
Mas estou aqui e quero ver se tenho uma média de publicações, quero como disse no começo, exercitar a escrita, ver e sentir o poder da palavra.
Lembro de uma historia que quero contar já faz algum tempo, estava tentando chegar de carro em algum lugar que não sei ao certo, tavez trocar o escapamento, acho que era isso.
Era um desses lugares que para você entrar tem que dar uma volta imensa para poder chegar até a rua que te coloca no lugar, enfim coisas de engenharia de tráfego que nunca dão certo.
Mas vamos lá, estava nesta tentativa inútil quando parei no farol, uma das coisas legais de não ter som no carro, é que você não tem o prejuízo de assalto e também de poder observar as coisas que estão ao seu redor.
Estava eu parado no farol, e com uma pressa do tamanho de uma metrópole, vivemos sempre na paranóia da pressa e não nos importamos com a pressa dos outros, com o erro dos outros, sempre a nossa pressa é muito mais importante, nosso egoísmo urbano é excitado pelo isolamento que a modernidade nos conduz.
De repente um cara num carro branco, desses de empresa de telefonia, com aquela esccadinha em cima, ele passa no farol e no meio da rua morre.
O farol abre para mim e fico ali, parado esperando o cara do outro carro dar a partida e sair do meio da rua, sair da minha frente.
Um sonoro filho da puta me saiu sem que eu pudesse me conter, xinguei o cara, pois minha santa mãe estava sendo xingada por todos aqueles que estvam atrás de mim e não podiam enxergar o mala do carro da telofonica que travava meu carro e o restante da rua.
O estranho era que o puto não dava partida no carro, pelo contario, ele estava com uma porra de um celular na mão e gritava e batia no peito, eu não entendia nada, não fazia a menor idéia do que estava acontecendo.
No meio dessa coisa toda que já durava pelo menos alguns minutos, parou um motoboy do meu lado, ele fumava uma ponta de baseado e olhava pro cara do carro que ainda gritava e falava ao telefone.
Abaixei o vidro do carro e senti o cheiro de erva impregnando o ambiente, ele me olhou e comentou algo sobre a cena surreal que se desenrolva.
_ Deve ser chifrudo esse filho de rapariga Sangue Bom, ele tem é que ficar pianinho pra um maluco não ir até lá e sentar o cacete nele, olha lá, a porra do farol já fechou duas vezes e ele não para de falar naquela merda do celular!
Dei um sorriso amarelo de quem estava com pressa e que queria mais que o outro cara se fodesse, quando ele deu a partida no carro andou um dois metros com o carro engasgado e parou de novo.
Neste movimento ele liberou a pista, engatei uma primeira, passei lentamente por ele que desafrochava a gravata e tentava respirar e abrir a porta.
Naquele momento era perceptível e claro que ele estava mal, muito mal.Ele muito devagar, abriu a porta e se sentou na roda, naqueles milésimos de segundos que se passaram por minha cabeça e fiquei na dúvida se parava e socorria o cara que estava infartando e morrendo alí ao meu lado, ou se tocava minha vida visto que não poderia fazer muito, além de travar o trânsito novamente.
Parei o carro e imediatamente, as businas começaram a arder em minha cabeça, minha mãezinha foi novamente lembrada, e das piores maneiras possíveis.
Engatei um primeira e atravessei a rua com meu carro, parei do outro lado do posto, o trânsito voltou a fluir.
Ele continuava sentado com o rosto caído, inerte,fui caminhando em sua direção quando ouvi o som de uma âmbulancia invadindo as ruas e em alguns parcos minutos ela estava ali ao seu lado.
Voltei e entrei no carro,fui embora, jamais vou saber se aquele cara morreu, se está vivo ou não, mas aquelas imagens não vão sair da minha cabeça tão cedo.
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